Resenha | O Veneno da Borboleta

Livro O Veneno da Borboleta
Autor(a) Francesco Procat
Páginas 184
Editora Percurso
Livro cedido pela editora
Classificação 3/5
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  Olá, pessoal! Hoje trago para vocês a primeira resenha em parceria com a mais nova editora parceira do blog, a Editora Percurso.
 
  Em O Veneno da Borboleta somos apresentados à vida de Elizabeth Gusmão, uma mulher de 32 anos que há
anos vive como uma prisioneira, à mercê de seu marido.

    Aos 14 anos, Elizabeth foi vendida por seus pais para um rico magnata. Vinda de uma família pobre do interior de Minas Gerais, seus pais não viram outra opção senão vendê-la para conseguir dinheiro e se mudar para o Rio de Janeiro, em busca de uma vida melhor.

  Na época, sendo uma menina inocente, Elizabeth enxergava em Ricardo Gusmão um príncipe prometido. Saindo do interior e indo para um apartamento morar com ele, tudo parecia mágico. "Seu reino encantado com seu príncipe encantado". Ela não poderia estar mais enganada. Não demorou muito e ele se mostrou quem realmente era, um homem frio e ruim. Roubando-lhe não só sua inocência como também sua própria identidade.

“Ela era dele e devia se comportar como tal, como um animal na coleira, um pássaro enjaulado. ”

  A partir daí, Elizabeth passou a viver privada do mundo, isolada em um apartamento. O que antes parecia um sonho, acabou se tornando um pesadelo. Gusmão é um homem muito ruim mesmo, o que nos faz odiá-lo o livro inteiro.

  Elizabeth sonha em se livrar dessa vida que lhe fora imposta. Ela tem o sonho de se tornar uma grande estilista. Ela encontra em seus desenhos uma forma de libertação. E ela fará de tudo para conseguir viver a vida que almeja, nem que para isso precise derramar sangue.

“Um brinquedo vivo que deveria manter-se sob suas ordens e à sua disposição. Ou ele não hesitaria em puni-la.”

  O Veneno da Borboleta é na verdade um grande thriller psicológico, onde o autor não poupou na carga emocional do livro. O livro tem sua narrativa em terceira pessoa com os capítulos intercalados entre o passado e o presente. O autor possui também uma escrita bastante poética, o que me surpreendeu.

  Minha única decepção com relação a história é que a achei bastante corrida, principalmente o final, achei que poderia ter sido melhor desenvolvido, ficou faltando alguma coisa. No fundo, eu esperava mais. Por outro lado, por ser um livro fino e com uma fonte bem grandinha, dá para lê-lo em uma sentada, bem rapidinho, o que acabou sendo bom para a minha ressaca literária.

“Ela era mais como a borboleta, para uns, a lagarta, para outros o casulo. Um dia exibiria suas belíssimas asas.”