Resenha | O Livros dos Espelhos

O Livro dos Espelhos
E.O. Chirovici
Editora: Record
Páginas: 320
Cortesia da editora

Avaliação: 4/5
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Resenha 
Peter Katz, um agente literário, recebe parte de um manuscrito muito intrigante. O autor, Richard Flynn, fala sobre um crime acontecido em 1987, em que ele foi um dos suspeitos pelo assassinato do professor Joseph Wieder. O caso nunca foi solucionado, mas agora, décadas depois, Peter pode estar com a solução em mãos: ou Flynn confessaria ou diria quem matou o professor. Continue lendo e saiba mais sobre a trama.
O agente literário Peter Katz, recebeu um e-mail que o deixou surpreso e intrigado. Acompanhado de uma carta de apresentação bem específica, estava parte de um manuscrito onde o autor relata em detalhes o que teria acontecido em 1987, em Princenton, quando o professor Joseph Wider foi brutalmente assassinado.

O misterioso caso do assassinato do professor permanece sem solução até os dias de hoje. Na época, alguns suspeitos foram interrogados, e Richard Flynn, o autor do livro, foi um deles. No manuscrito que ele enviou ao Peter, Richard revela coisas que a polícia não sabia e, talvez, possa apresentar a solução. No entanto, o manuscrito não foi enviado em sua totalidade e se encerra em um momento decisivo, pouco antes do assassinato do professor.
O agente literário não tem dúvidas que o que tem em mãos é uma obra e tanto, valiosíssima, e que vai gerar um falatório. Ele procura pelo autor mas é pego de surpresa ao descobrir que Richard Flynn está à beira da morte. A segunda parte do manuscrito não foi encontrada, mas Peter não perde as esperanças e contrata um repórter investigativo para tentar descobrir o que aconteceu na época.

Quando Peter contrata John Keller, o repórter, lhe passa o manuscrito e pede que ele vá em busca da verdade, usando o manuscrito como base. A partir do que Flynn escreveu, John reúne uma série de nomes e fatos em que pode começar a sua investigação. Mas quando as coisas começam a tomar forma, John descobre que nada é o que parece.
Quanto mais John se aprofunda nesse caso, mais as coisas se complicam e ele se depara com um labirinto de espelhos, onde a verdade aparece distorcida e possui muitas formas. Todos os envolvidos no caso são peças fundamentais para que se chegue à solução do que aconteceu com o professor, cada um tem o seu ponto de vista e cada um mostra a sua verdade.

"Alguém disse, certa vez, que o início e o fim de uma história não existem. São só instantes escolhidos subjetivamente por um narrador para permitir que o leitor possa observar um acontecimento que começou um tempo antes e terminará um tempo depois."

Minha impressão
A trama é muito bem elaborada e tem um toque de realidade incrível, a impressão que eu tive durante a leitura era de estar acompanhando um caso real que foi parcialmente documentado em um livro. 

Eu achei uma grande jogada do autor, atiçar a curiosidade do leitor ao inserir na trama a parte de um manuscrito em que poderia ter a solução de um crime brutal. É a partir desse manuscrito (ficcional) que o livro se fundamenta, e o fato dele não estar completo só contribui para que o interesse em saber a verdade só aumente. 

A obra é dividida em três partes e cada uma é narrada por um personagem diferente. A primeira é narrada por Peter Katz, o agente literário, e mostra como o manuscrito chegou até as suas mãos. Nela nós podemos ler o que Richard Flynn (autor do manuscrito) escreveu e entender parte do mistério sobre a morte do professor. A segunda é narrada John Keller, o repórter, e mostra a sua investigação para comprovar a veracidade do manuscrito e tentar desvendar o crime. A terceira é narrada por um personagem que eu prefiro não dizer quem é ou do que ela se trata para evitar spoiler.

Não é um livro cheio de ação mas todo o suspense que ele contém me prendeu na leitura desde a primeira página. O autor possui um escrita simples e através de uma trama instigante ele nos apresenta um ótimo livro policial.

2 comentários:

  1. Não curto muito livros de suspense mais a resenha foi bem desenvolvida e envolvente. Vale a pena descobrir outras livros.

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  2. Não sei se leria esse, não me interessou, mas tem livros que nos surpreendem, então quem sabe um dia..

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